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Juventude com raça |
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| Triunfo justo de uma equipa digna de envergar uma camisola de tamanho prestígio que, pelas oportunidades criadas, não merecia sofrer tanto pelo golo da tranquilidade. |
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O primeiro tempo, e o próprio jogo, ficou marcado pelo aparatoso e violento choque entre o guarda-redes Igor e João Melo, com os dois atletas a caírem estatelados no terreno com todos os intervenientes a solicitarem de imediato apoio médico.
Este incidente parou o encontro durante cerca de seis minutos, obrigou a evacuação primeiro de João Melo para o hospital e, posteriormente, de Igor que ainda reiniciou a partida, mas depois acabou por ser também transportado à unidade de saúde.
A segunda nota de destaque dos primeiros 45 minutos vai para o golo lusitanista, superiormente apontado por Fábio, que aproveitou bem uma hesitação da defesa axadrezada, tabelou com Diogo Picanço e depois, com classe, fez o resto. Aguentou a pressão do adversário, rodou para tirá-lo do caminho e rematou de pronto para o fundo das redes de Tibério.
Estava aberto o activo, e com toda a justiça, já que o Lusitânia foi claramente superior ao adversário durante toda a primeira parte, período no qual os boavisteiros apenas por duas vezes remataram às redes de David.
O segundo tempo foi mais equilibrado, com os homens da ilha montanha a denotarem algum inconformismo, ocupando melhor os espaços e fazendo uma maior pressão. Os picoenses rondaram a baliza de David mais amiúde e com maior insistência.
O Lusitânia atravessou um curto período de alguma falta de ligação, mas depressa ligou a tomada à corrente. Fez-se luz novamente e a as redes de Tibério estiveram por diversas vezes à beira de ser violadas, mas a inexperiência, verdura e, talvez, algum deslumbramento no momento da finalização levaram a que fosse necessário chegar ao tempo de compensações para os locais alcançarem a tranquilidade com a obtenção do segundo golo, por intermédio de Brasil.
No final, o triunfo ficou dentro de portas, continuando o Lusitânia, com as dificuldades que se lhe reconhecem, a bater-se honrosamente e a fazer um campeonato a todos os títulos louvável, com uma plantel muito jovem que, aliás, merecia ser mais acompanhado e incentivado pelos adeptos que persistem em não se deslocar ao estádio.
Ficha técnica
Árbitro: João Mendes (AF Leiria).
Auxiliares: Marco Silva e Pedro Neves.
Lusitânia: David; Celso, Dário, Fábio e Benjamim (Heitor, 90+5); Tiquila (Brasil, 70), Bebé e Ivo; Alex, Diogo Picanço e João Melo (Zula, 19).
Treinador: Manuel da Costa.
Boavista: Igor (Tibério, 22); Nuno Alves, Manuel Vitorino, Paulo Parreira e Marinho; Sulyvan (Pedro Rodrigues, 35), Orlando e Hélder Botelho; Narciso, Henrique (Carlos Alves, 61) e Michell.
Treinador: Vítor Móia.
Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Fábio (27) e Brasil (90+4).
Disciplina: cartão amarelo para Tiquila (43), Narciso (58), Nuno Alves (63), Michell (63 e 87), Ivo (67), Hélder Botelho (75), Bebé (76), Brasil (81) e Benjamim (90+2). Cartão vermelho, por acumulação de amarelos, para Michell (87).
Daniel Costa |
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