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Líder à condição |
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| Silveira foi o obreiro de uma vitória que, por momentos, esteve complicada. O Angrense entra em 2009 como líder, embora com mais um jogo. |
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Analisando a primeira parte sob o ponto de vista estratégico, não será difícil aceitar a vantagem que o Marítimo alcançou logo aos 13 minutos, obra de Narciso, num cabeceamento após pontapé de canto. Os micaelenses interpretaram bem melhor as ideias de Pedro Zeferino, conquistando, inclusive, algum ascendente em termos territoriais.
É bem verdade que se apresentaram com um sentimento defensivo neste jogo antecipado da 13.ª jornada da série Açores, mas merecem crédito, tanto pelo pragmatismo como pela eficácia como bloquearam as principais peças do adversário. Mesmo sem grande habilidade no processo ofensivo, foram solidários e, recorrendo às marcações individuais, retiraram tempo e espaço para que o Angrense pudesse pensar o seu futebol.
João Eduardo Alves, privado de alguns elementos, escalonou um 4x4x2 que demorou mais de meia-hora a sair destas amarras. Mesmo melhor tecnicamente, a circulação de bola da formação da casa padeceu de falta de qualidade, com um preenchimento entre linhas demasiado dócil. Silveira foi quem mais tentou empurrar a equipa para a frente.
O cenário só se alterou – e radicalmente, diga-se – a partir dos 38 minutos, altura em que Vitória cobrou exemplarmente um livre à entrada da área maritimista, restabelecendo a igualdade. Um lance de classe que fez acordar os encarnados. Já próximo do intervalo, jogada individual de Rui pelo lado direito a oferecer o 2-1 a Tiago, que, desde o início da partida, vinha demonstrando algumas dificuldades físicas.
Os encarnados regressaram mais desenvoltos dos balneários. Posse de bola com maior consistência e regularidade e transições mais apoiadas. Ainda assim, é justo enaltecer a postura do técnico forasteiro, que mexeu na equipa e tentou ir atrás do prejuízo. O Marítimo reagiu e, por momentos, foi desenhando projectos de ataque que, com outro tipo de argumentos técnicos, poderiam ter dado frutos. Mas este arrojo abriu brechas no sector recuado, bem aproveitadas pelos locais à passagem do minuto 74, com o golo de Silveira, o melhor jogador em campo. Com mais pontaria e o resultado poderia ter sido mais avolumado, embora o Marítimo, pelos incómodos que causou, não o merecesse.
Ficha técnica
Árbitro: Hugo Miguel (AF Évora).
Auxiliares: Ricardo Ferreira e António Fernandes.
Angrense: Délcio; Gonçalo, Ruben, Zezinho e Palhito; Rui (Miguel Vaz, 90), Graxinha, Vitória e Flávio; Silveira (João Silveira (77) e Tiago (Márcio Fagundes, 61).
Treinador: João Eduardo Alves.
Marítimo: Tiago; Nando, Fábio, Nuno (Farol, 79) e Vitinha; Peixe, Canigia e Ramiro (Marco Santos, 45); Milton, Ruben Vitória (Tiaguinho, 58) e Narciso.
Treinador: Pedro Zeferino.
Ao intervalo: 2-1.
Marcadores: Narciso (13), Vitória (38), Tiago (43) e Silveira (74).
Disciplina: cartão amarelo para Tiago (41), Ruben Vitória (55) e Fábio (57).
Luís Almeida |
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